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quinta-feira, 2 de abril de 2009

Hoje ...

a preguiça impera
é quinta-feira mas bem podia ser sexta

pensando bem, podia ser um dia qualquer
desde que estivesse numa ilha deserta
deserta, deserta, não
populada de livros e música

Poesia
talvez um dia destes me atreva a escrever uma carta de amor
ou talvez não

uma carta apenas
ou um poema

talvez um dia ...

domingo, 29 de março de 2009

...




centro-me na luz e nos sons
voar por entre memórias
ter o mar como horizonte
lugar marcado pela presença da Vida

os dias estão deliciosos
despertando o paraíso de cada um

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Frio ... frio



Ouves-me vento? Consegues-me escutar? Abro a janela todas as manhãs na esperança que o dia esteja diferente, com mais cor para mim.
Mas não...
Então resignada volto a fechar a janela, viro as costas ao mundo, fingindo uma atitude de pura rebeldia.
Mas na verdade...
E o meu mundo sabe-o tão bem...
Apenas desejo que ele me toque, nem que seja ao de leve no ombro …

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Caminhar


Ilustração por Juliana Moraes

Caminhar sem sentido, sem direcção, fora do rumo previsto, em contra-mão.
E porque não fugir? Faria sentido recomeçar, procurar, rebuscar entre o mais pequeno grão de pó, companheirismo e atenção.
Porque será que há quem não consiga olhar, sentir, o que existe em seu redor? O valor de quem quer bem? E nada pede?
Porquê? Respondo, porque é mais fácil não olhar, não pensar e assim desprezar a necessidade de estar presente, de dizer uma palavra que não siga numa mensagem. Egoísmo puro de quem sabe estender a mão num pedido duro, quando precisa.
Desalento e vontade de caminhar sem direcção porque no futuro apenas se vislumbra solidão.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Frustração


Photo by Guido Peters

Há uma série de dias que guardo este rascuho, vamos ver se será hoje que é publicado.

Na semana passada, M comentava a minha inércia neste blog, "deitas para lá umas fotos, agora escrever...". É verdade, assumo, não me tem apetecido escrever nenhum post. Porquê? Talvez por não ter nada para dizer. Impensável, para quem me conhece.

Tenho tido vontade de dizer muita coisa, mas a maior parte das palavras que recordo são de frustração. Esta é uma semana especial, que deveria viver com alegria, mas não consigo e procuro encontrar projectos e ainda mais projectos para esquecer a semana, os dias, as horas ...

Podia mesmo dizer " No Domingo sonhei que conduzia através da neblina e chegava a casa com lágrimas no olhar. Vislumbrei o passado, procurei o futuro. O que encontrei? No passado, desilusão, por não ter conseguido alcançar nenhuma das minhas metas. Quanto ao futuro, tenho medo, não consigo ver para além da solidão.". E as lágrimas voltam ...

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Life is


life is wonderful
life goes full circle
life is wonderful
life is meaningful
life is wonderful
life is meaningful
life is full of
life is so full of love
life is wonderful
life is meaningful
life is full of
life is so full of love

Jason Mraz

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

VOZ


A voz é uma característica humana intimamente relacionada com a necessidade do homem em comunicar. Ela é produto da nossa evolução, um trabalho em conjunto do sistema nervoso, respiratório e digestivo, e de músculos, ligamentos e ossos, que actuam harmoniosamente para obter uma emissão eficiente. A voz está associada à fala, na realização da comunicação verbal, e pode variar quanto à intensidade, altura, inflexão, ressonância, articulação e muitas outras características.


Tenho-me questionado sobre o que impressiona na voz de alguém. Analisando-me de forma tudo menos racional, verifiquei que partilhando espaços com alguém há cerca de 10 anos, nunca me tinha ocorrido a importância da sua voz. Pode parecer estranho, mas esta questão tem sido alvo de muitos pensamentos racionais e irracionais, estes últimos do fundinho do coração, nos últimos dias. É extraordinário como há momentos que nos despertam para algo mágico. Foi o caso numa destas manhãs, quando seguia no carro para o trabalho. Procurando escutar a letra de uma canção, dei conta que estava muito mais atenta à voz de quem cantava bem como às suas inflexões. Arrepiei-me e de imediato pensei "como é possível que ao fim destes anos todos, ainda consiga fazer-me arrepiar, provocar emoções, tocar o meu coração?" Foi então, nesse milésimo de segundo que compreendi a importância de uma voz na minha vida. No modo como a sua sonoridade me conduz pelos caminhos da alegria ou da tristeza. Uma voz, uma vida ... e a voz da minha vida é ... essa mesma :)


Ana G

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Será o passado uma espécie de baú?

Repetir rotinas. Como se fosse possível recuperar momentos felizes. Era bom que assim acontecesse com as pessoas que amamos. Que pudessemos de vez em quando sacudi-las, lavar-lhes a alma e pô-las a brilhar de novo.

Neste momento não estão reunidas condições favoráveis à prática da escrita com sentido.
Pelo facto, as mais sinceras desculpas e prometo voltar “a todo o vapor” :)

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Ainda fruto da falta de paciência ...


Hoje tento algo mais do que ontem.

Mas não é tarefa fácil, porque vou em busca de algo muito súbtil, para além da imaginação.

Será tarefa impossível?

Talvez, mas não resisto a procurar o bem-estar e a harmonia

Não só para mim mas também para mais alguém.

Já tenho idade para deixar de ser inocente




Isto está mau de escrita, ando sem paciência.... isto de não andarmos em paz com o nosso espirito é mau.... eu fico assim, sem ânimo.

Entreajuda


Gosto da palavra "entreajuda", apesar de, por norma, não lhe sentir o "gosto".
É uma das minhas angústias, não entendo porque as pessoas não se ajudam mutuamente. Alguém que me diga ... Porquê?
Tenho tanto prazer em ajudar quando posso, porque será que o mesmo não se aplica a quem pode quando necessário?

Ajudar para travar o gosto amargo da angústia.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Os 869 anos da Batalha de Ourique


Foi há 869 anos que aconteceu uma das batalhas mais importantes para a definição das fronteiras portuguesas no longínquo século XII.

Em 1139, no local de S. Pedro das Caeças, desenrolou-se a Batalha de Ourique, que opôs os cristãos, comandados por D. Afonso Henriques, e os muçulmanos. Apesar do grande contingente militar do lado dos mouros, estes acabaram derrotados. O resultado de tal vitória acabou por ser tão significativo que D. Afonso Henriques autoproclamou-se Rei de Portugal, ainda que só um ano mais tarde este estatuto tenha sido oficialmente declarado.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Despontar de …


Preferia as lágrimas aos sonhos. Estes últimos irritam pela impossibilidade de os controlar. Acordar e saber com o que sonhámos, cenas incómodas, impossíveis de controlar.

Se os sonhos são obrigatórios então deviam ser sempre agradáveis. Acordar com uma sensação de familiaridade de dias bons. Mas o despertar parece insistir em transformar essa sensação em nostalgia, inicialmente remediável, como se tudo se resolvesse com “um virar para o outro lado” ou com um estender de mão. E o despertar convicto, esse impossibilita seguramente estancar essa nostalgia e vem mesmo transformá-la em desilusão. Não conseguir voltar a adormecer, procurar o conteúdo do sonho na memória. O despontar de uma Perturbação.

terça-feira, 17 de junho de 2008

A Uma Rapariga

Abre os olhos e encara a vida! A sina
Tem que cumprir-se! Alarga os horizontes!
Por sobre lamaçais alteia pontes
Com tuas mãos preciosas de menina.

Nessa estrada de vida que fascina
Caminha sempre em frente, além dos montes!
Morde os frutos a rir! Bebe nas fontes!
Beija aqueles que a sorte te destina!

Trata por tu a mais longínqua estrela,
Escava com as mãos a própria cova
E depois, a sorrir, deita-te nela!

Que as mãos da terra façam, com amor,
Da graça do teu corpo, esguia e nova,
Surgir à luz a haste de uma flor!...


Florbela Espancaela EspancaFlorbela Espanca

Soneto de Fidelidade

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure

Vinícius de Morais

Sopa ... Linda Sopinha


Sopa é uma comida líquida ou pastosa e elemento fundamental da gastronomia. A maior parte das sopas é feita com ingredientes cozidos, mas também há sopas frias como os gaspachos e as vichyssoises. Os ingredientes da sopa são vegetais (batata, cebola, couve, cenoura, etc.), carnes ou peixes e mariscos.

Esta é de batata doce.

Comam SOPA ...

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Parar? NUNCA ...

Não basta abrir a janela
Para ver os campos e o rio.
Não é bastante não ser cego
Para ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Com filosofia não há árvores: há ideias apenas.
Há só cada um de nós, como uma cave.
Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora;
E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,
Que nunca é o que se vê quando se abre a janela.

Alberto Caeiro

sábado, 31 de maio de 2008

Angústia segundo Florbela Espanca

Angústia

Tortura do pensar!
Triste lamento!
Quem nos dera calar a tua voz!
Quem nos dera cá dentro, muito a sós,
Estrangular a hidra num momento!
E não se quer pensar!... e o pensamento
Sempre a morder-nos bem, dentro de nós...
Querer apagar no céu - ó sonho atroz! -O brilho duma estrela com o vento!...
E não se apaga, não... nada se apaga!
Vem sempre rastejando como a vaga...
Vem sempre perguntando: "O que te resta?..."
Ah! não ser mais que o vago, o infinito!
Ser pedaço de gelo, ser granito,
Ser rugido de tigre na floresta!

Florbela Espanca

Sensação de angústia ...

Para evitar qualquer ataque deste sentimento, são imprescindíveis algumas leituras ...

"Considerar a nossa maior angústia como um incidente sem importância, não só na vida do universo, mas da nossa mesma alma, é o princípio da sabedoria".

Fernando Pessoa