quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Pequenas Contrariedades e Dúvidas


Um pequeno período de tempo, logo pela manhã, dedicado à análise de como nos sentimos quando surgem o que consideramos contrariedades e dúvidas.

Como reagimos? Com o coração, de modo menos adequado, provavelmente; com a razão, de forma fria e cínica, certamente.

Há momentos em que não temos modo de reagir de outra forma que não com o coração. Porquê? Talvez porque a Dúvida seja uma espécie de homenagem prestada à esperança. E esta última nunca se deve perder. Eu acredito que é necessário ter dúvidas, apenas os estúpidos têm confiança absoluta em si próprios. E contra essas dúvidas preciso de uma palavra/gesto de conforto, uma só basta, e não precisa de ser diária, pode ser semanal, até mesmo mensal, mas tem que existir. De outro modo como confirmar um pensamento ou uma realidade? É essa palavra, esse gesto que tudo podem confirmar. E não será certamente o tamanho ou mesmo a quantidade que demonstram a sua imensidão.

Aprendi a viver apesar de, e é esse próprio "apesar de" que me empurra para a frente. Talvez seja cruel, exigente, mas o obstáculo estimula. Os desabafos, as contrariedades quando mudas, podem gerar situações perigosas, porque a vida mata. O dia-a-dia é cruel, não nos permite ter tempo para nós ou para os outros, provoca raivas interiores que deveriam ser libertadas, evitando o mau humor e gerando saudáveis convivências.

E por hoje julgo ser tudo, não tenho ideia do que pretendia, apenas desabafar, talvez libertar raivas nocturnas. Tanta palermice que por aqui anda. Tal como no mundo em que vivemos.

Faz sol, é cedo, ainda há possibilidade de aproveitar intensamente o dia, vou dedicar-me integralmente a isso :)

Um fantástico ensolarado dia, sem contrariedades ou dúvidas! Acompanhas-me?

Ana G

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Aquilo de que Gosto



















É verdade, sempre disse que não gostava de flores, já aqui assumi anteriormente que estaria de certo modo enganada. Mas sempre disse, desde que me lembro de algum dia ter pensado na existência da possibilidade de alguém ter para comigo um gesto de maior carinho, que adoro TULIPAS!

Porquê? Não faço ideia, mas já desisti de tentar perceber tudo o que anda por esta cabeça! Adoro, mas nunca recebi, sempre tive que as comprar. Ao constatar esse facto, fico deprimida, tantos gestos de atenção ao longo dos anos, mas nunca algo tão simples como este? Estranho, talvez, não sei, se calhar nunca o disse e apenas o pensei! Talvez!

Ana G

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Mensagem para Alguém Preocupado




Este texto é para si, que me vai seguindo por aqui, neste meio fácil que a Humanidade descobriu para manter os contactos, preguiçosos, de quem está sempre de fugida, para o trabalho, para casa, para a vida diária e monótona! Mas sempre acessível em qualquer lugar do mundo!

Acha mesmo que consigo sempre surpreender? Aos outros não sei, mas a mim própria, talvez, não porque ache que tenha qualquer qualidade excepcional, mas sim porque acto contínuo e diário, apesar de tudo e de todos, encontro sempre algo positivo nestes dias de passagem pela vida que Alguém nos ofereceu! Gratuitos não são, isso também é já uma das minhas certezas, basta olhar para nós mesmos, nem é preciso fazê-lo à nossa volta, apesar de ser um exercício que aconselho, porque haverá sempre algo a apreender!! E lá estou eu, com a mania de que os outros têm sempre algo para nos dar.


Sabe que nunca achei ter sido alma ou vida de algum grupo, talvez um pouco mais protagonista, por ser mais decidida, concordo com a disponibilidade, mas essa é uma característica intrínseca a todo o ser humano, por vezes não tanto à flor da pele, mas ela está lá, há que saber procurar. Talvez essa mesma disponibilidade para tudo e todos não tenha permitido tê-la para mim mesmo ...

Nada de sustos, nunca se esqueça que eu sou uma lutadora, então não me chamo Guerreiro? Tenho que fazer jus ao nome :) Alentejano, de garra!

Volto a dizer o que afirmei, nunca há apenas um culpado, e friso "apenas um culpado" ...


Confiar na vida e no que ela nos oferece é fundamental, só nós ocidentais damos tanta importância à desconfiança, ao erro, quando o mais importante devia ser sempre o coração e o que ele nos dita. O coração que bate por nós e por outrém, e é esse batimento que nos faz viver! E viver é tão bom.


A conjugação entre duas vidas felizes é fundamental, não lhe parece?


Tudo lhe diz respeito a partir do momento em que existe uma amizade, em que lhe pedi para estar ao meu lado num momento que considerei dos mais importantes da minha vida. Esse pedido dá-lhe autoridade para inferir, sentir e comentar, a amizade permite-nos tudo isso e muito mais.


Prometo-lhe que tentarei sempre que as minhas escolhas sejam apenas condicionadas pelo desejo de ser e fazer feliz! E é tão importante ser feliz, não deixar que a mágoa, a frustração ocupem um lugar que não merecem.


A luta é sempre por ser melhor ... ser humano, companheira, amiga.


Ser Feliz!


Ana G

Ainda as minhas recordações das leituras de La Fontaine













Tantas recordações

Voltar a La Fontaine





Parece-me bonito, não sei, digam-me vocês


Foi um Verão maravilhoso, disse a cigarra que cantava de alegria.

Vivi intensamente a luz do sol e aqueci o meu coração.

Vivo o dia-a-dia e por isso nem pensar no amanhã.

O inverno da vida pode esperar.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

La Fontaine

Adoro La Fontaine.
As suas fábulas sempre me apaixonaram.
Hoje trazem-me à memória a recordação de momentos de leitura que alguém me dedicava ao adormecer.
Uma voz que ficou gravada na memória de todas as noites passadas e futuras.
Acabo de olhar para o livro dessas leituras, não sei o que escrever.

Ana G

Espaço


Aproprio-me de um espaço que é meu, porque me foi dado. Faço-o sem reservas, mesmo na intimidade. A minha voz é breve, porque não é possível elevá-la ao que não é. E o meu pensar, o meu sentir, o meu ser, são apenas reflexo de mim própria. É assim que verdadeiramente sou e serei.


Ana G

É Segunda-feira



Porque não posso viver o que sinto? Porque tudo tem que ter uma explicação?
Só quero trazer a paz, a tranquilidade e a felicidade a quem me faz feliz.

Ana G

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Presença no Blog Animal Social

Daniella,

Muito obrigado pelo link no Animal Social, eu tenho andado por lá a verificar quando voltarias à actividade bloguista :) Verificar da existência de novas mensagens foi uma alegria, ver o link para este cantinho fez-me sorrir com satisfação.

Acho que nunca te disse que fiquei muito contente quando soube que tinhas aceite vir trabalhar connosco. Sei que estou uns andares mais abaixo, mas gostava que soubesses que tens em mim uma colega com que podes contar sempre que precisares. Sim, parece que os boatos são verdadeiros e tenho mau feitio, mas orgulho-me de dizer que gosto muito de trabalhar em equipa e que tenho o maior gosto em ajudar sempre, por telefone, spark, ou mesmo um grito pela janela. Quando necessário é só preciso chamar.

Ana G

Dia do Elogio


Quando vinha para o trabalho, no carro, com o rádio naquele volume ensurdecedor, para ter certeza de que não adormeceria ou não visitava a traseira do amigo da frente, ouvi dizer que hoje era o Dia Nacional do Elogio. Algo que parece termos grande dificuldade em fazer. Não percebo porquê, se algo é bom, está bem feito, bem preparado, há que elogiar, pelo esforço realizado, pelo empenho demonstrado.

Com receio de estar errada, fui procurar o significado da palavra, sim, porque eu sou daquelas que aprecio um elogio e gosto de elogiar quando sinto haver motivo para tal. E gosto de saber sempre mais, na dúvida procuro, pergunto. E o que encontrei:

"Elogio" deriva de duas palavras da língua grega: ευ - que significa "bom" ou "bem" - e λογος - que significa palavra, frase, fala, etc.

Parece que afinal não estou de todo enganada! Vou continuar a praticar o elogio quando sentir que o devo fazer. Mas todos os dias devem ser de elogio, porque em todos os dias da nossa vida há sempre uma palavra, uma frase ou uma fala... tudo o que temos que fazer é aproveitar e utilizar o bom e fazer o bem!

Ana G

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

A Preguiça Instalou-se e a Palermice também









Hoje, talvez por ser quarta-feira, o dia mais abominável da semana, nem princípio nem fim, apesar de estar no meio também não me parece ser virtude, não me apetece fazer nada.

Se vivesse num país tropical ou fosse Verão, instalaria a minha rede na varanda (que por acaso não tenho, mas isso não passa de um pormenor insignificante) e ficaria por ali a olhar o céu, nem há muitas estrelas, mas apetecia-me olhar o céu!! Palermices de quem pensa demais.

Não gostava de ser outra pessoa que não eu mesma, aprendi a olhar para mim com olhos de ver, talvez por não haver estrelas no céu, e descobri, apesar de não ter espelhos em casa (não é totalmente verdade, tenho um muito pequenino que a minha mãe me ofereceu quando para cá vim, segundo ela é inconcebível não ter um espelho), por mim ... não me penteio, despenteio, não me maquilho, tomo banho, visto-me e lá vou eu dar o passeio matinal com a Julinha e depois carro e trabalho! Para quê, espelho? Mas onde foi mesmo que tudo isto começou? Não faço ideia, acho que pela preguiça e vontade de nada fazer. Bem, acabo de descobrir que devo ser portuguesa de gema, se tivermos em conta os números de produtividade apresentados pelo nosso Governo. Outra palermice!! Isto hoje esta mesmo pelas ruas da amargura!

Acontece, dias melhores, dias piores! Este é um da sequência dos menos bons, mas eu chego lá, a preguiça vai passar, os projectos vão voltar, a vontade também, entretanto vou aproveitar tudo ao máximo. De que falo? De tudo, de pormenores, de momentos, da vida! Gosto de viver, sem dúvida nenhuma! A felicidade não é contínua? É verdade! É difícil lidar com medos e outros que tais, uma verdade máxima! Mas cá estou, a marcar presença e farei por marcar sempre, sou obstinada! Sou mesmo obstinada!

Afinal de que queria eu falar?

Ana G

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

César


O meu 1º. amor! Tinha uma semana e meia quando nos veio parar às mãos, sim, literalmente cabia na palma das nossas mãos.
Um dia gostava de contar algumas histórias sobre ele. Mas agora não consigo, está muito longe, tenho demasiadas saudades!
Sei que está muito bem tratado, um bem haja a quem trata tão bem dele, mas que nunca esqueçam, ele também é meu. Quem me dera ter possibilidade de o ter comigo, não hesitaria um milésimo de instante. O meu primeiro menino! Quem me dera ter uma quinta onde pudesses correr e eu sentada numa pedra à sombra de uma oliveira a ver-te brincar. Gosto muito de ti, imperador do meu coração.
Ana G

Júlia





A minha Júlia, acho que nunca falei dela a sério, apesar de todas as fotos espalhadas por este espaço a que todos os dias tento dedicar um bocadinho do meu tempo. A Júlia, a minha Julinha como tantas as vezes lhe chamo é a minha mais fiel companheira, sempre pertinho de mim, com os seus lindos olhos atenta a tudo o que faço, acompanhando-me pela casa em todos os momentos, por vezes quando estendo a roupa e ela se senta na cadeira ao lado da janela, acredito que me quer passar a roupa molhada ou mesmo as molas :)

Adoro a minha amiga do coração, tenho ciúmes quando ela não sabe o que fazer por ver alguém de quem gosta e sente saudades, mas sei que acima de tudo ela é minha amiga. É uma irmã, com quem convivo uns dias mais pacatamente, outros de modo mais activo, mas é a minha Julinha, a minha paixão.

Foi ela que nos/me escolheu, no canil onde estava com os seus irmãos e mãe por ter sido abandonada, quando perguntei quem era a Júlia, levantou-se e veio até mim. Pregou-nos um grande susto quando ainda não tinha um aninho, fugiu do jardim, mas quis o acaso que um senhor anónimo, que não sabe a gratidão que lhe tenho, nos dizer que a teria visto, o Rodrigo foi até ao local indicado, eu não fui, já tinha sofrido tanto com a ausência dela, não queria ter mais esperanças vãs! Mas ele foi e nunca esquecerei que estava sentada no escritório na poltrona vermelha, quando ele apareceu à porta com a minha menina tão magrinha e mal tratada. Nunca mais a larguei, adoro-a. Tem sido tantas vezes o meu ombro direito, esquerdo, o meu lenço. Deixo-vos mais fotos para que a conheçam um pouco mais. A minha princesa:)


Ana G

A Razão existe?


Fala-se do Amor sempre menino, porque nunca chega à idade da razão.

Usar de razão e amar, são duas coisas que não se juntam.

A alma de um amor, o que vem a ser? Uma vontade com afectos e um entendimento sem uso.

O amor tudo consegue, quando conquista uma alma; o entendimento é o primeiro a render-se.

Nunca houve ferida no coração, que não provocasse fraqueza no juízo.

Quem ama, porque conhece, é amante.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Vive o Instante Que Passa

Vive o instante que passa. Vive-o intensamente até à última gota de sangue. É um instante banal, nada há nele que o distinga de mil outros instantes vividos. E no entanto ele é o único por ser irrepetível e isso o distingue de qualquer outro. Porque nunca mais ele será o mesmo nem tu que o estás vivendo.

domingo, 20 de janeiro de 2008

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Susto

Hoje de manhã tive o susto da minha vida!!
Quando vinha para o trabalho, a pensar numa circunstância menos feliz que não abandona o meu pensamento, e cheia de sono por ter dormido pouco e mal ... vi a tão poucos milímetros a traseira do carro da frente :(

Eu não saltei pelo vidro, mas a minha mala e o pequeno almoço foram viajar dentro do meu carrito.

Coitadinho do meu querido Micra, ainda bem que os travões são bons :) Viva o Micra, o melhor amigo de uma mulher distraída como eu!

Ana G

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Carácter

O carácter é a soma de milhares de pequenos esforços para viver de acordo com o que de melhor há em nós.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Sonhar





Sonho ...

Sonho que um dia terei direito a receber flores, coloridas, daquelas que nos fazem brilhar os olhos, pular de alegria, sentir que o sol brilha e que o mundo está a nosso favor.
Quem sabe um dia ... apareça um princípe com capacidade para perceber os pequenos detalhes que me fazem sorrir.

Ana G

Estado de Espírito Matinal

Angústia: do Lat. angustia; s. f.,; estreiteza; aperto; limitação de espaço; opressão; aflição; desgosto; tribulação; agonia.

Desgosto
: s. m.; ausência de gosto; desprazer; descontentamento; tristeza; mágoa; pesar; sentimento; nojo; repugnância; aversão; contra-vontade; desprazer.

Mágoa: do Lat. macula; s.f.: nódoa produzida por contusão; marca; fig.: desgosto; pesar; tristeza; amargura.

Tristeza: do Lat. tristitia; s.f.; qualidade ou estado de triste; consternação; aspecto que revela mágoa ou aflição; melancolia; angústia.

Consternação:
do Lat. consternatione; s. f.,; grande desalento; abatimento profundo; surpresa dolorosa; angústia; tristeza.

Há dias em que acontece não me apetecer levantar da cama, esquecer que existo, desaparecer do mundo. Esses dias só acontecem comigo quando sei que ultrapassei a barreira imposta a mim mesma para a demonstração dos meus sentimentos. Há muito que tinha um compromiso comigo, nunca mostrar o que se encontra no fundo da minha alma. Ontem rompi esse compromisso, mostrei o meu âmago, os meus sentimentos mais profundos, mas parei numa frase, porque me lembrei do que tinha acordado comigo mesma, das implicações de mostrar aos outros o que se passa no meu coração. Nunca deveria ter quebrado esse compromisso. O que é nosso deve ficar em nós mesmos, as frustrações, os sentimentos, as fúrias, as raivas, os desgostos, o desalento, a tristeza são nossos, como tal devemos saber geri-los e escondê-los! Porque há-de alguém no mundo preocupar-se connosco? Somos todos demasiado egoístas para gostar dos outros com seriedade. Acredito que apenas procuramos o nosso prazer sem pensar nas consequências que este possa provocar nos outros. E depois, é tão mais fácil avançar para as soluções mais simples, procurar quem precise de sentir que tem algo para dar, porque também se sente em baixo e usarmos o seu ombro, quando não mesmo os restantes membros. É tão fácil incentivarmos depois de anos de destruição, mas se tudo estava errado anteriormente, se havia tantos defeitos e erros, porque é que agora afinal algumas das características anteriormente apontadas como negativas podem ser positivas? Há palavras que se utilizam que fazem pensar!

Não, não sou uma grande mulher, como a Cristina me apelidou, sou uma mulher como podia ser um homem, a tentar sobreviver.

Tenho um amigo muito especial, por motivos culturais e religiosos nunca seremos mais do que isso, e é bom saber que há a coragem de ambas as partes, de o dizer e viver essa amizade sem mentiras nem ilusões, que me diz frequentemente "Ana, tens que ter muita força, não física mas espiritual para nunca deixares de te respeitar. Só o respeito por ti própria permitirá respeitares os outros". Shukran meu amigo, essa é uma grande lição de vida.

Ana G




segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Friendship

An old man turned to me and asked "How many friends have you?"
Why 10 or 20 friends have I, and named off a few ...
He rose quite slow with effort and sadly shook his head,
"A lucky child you are, to have so many friends" he said.
But think of what you're saying, there is so much you do not know.
A friend is just not someone to whom you say "Hello".
A friend is a tender shoulder, on which to soflty cry,
A well to pour your troubles down and raise your spirits high!
A friend is a hand to pull you up, from darkness and despair ...
When all your other "so called" friends, have helped to put you there.
A true friend is an ally, who can't be moved or bought.
A voice to keep your name alive, when others have forgot.
But most of all a friend is a heart, a strong and sturdy wall.
For from the hearts of friends, there comes the greatest love of all!
So think of what I've spoken ... For every word is true.
And answer once again my child "How many friends have you?"
And then he stood and faced me, awaiting my reply.
Softly I answered ... "If lucky ... one have I"
"You"

domingo, 13 de janeiro de 2008

Angústias num Domingo chuvoso


Hoje é Domingo. Podia ser um dia bonito, mas não! Tinha que chover para me fazer sentir angustiada, não só porque a roupa não seca ... (esta é a minha diminuta partícula existencial de dona de casa a falar:( !) mas porque a chuva bate nas janelas, o mar não se vê da minha marquise, está tudo cinzento, feio, odeio tudo o que é feio!
Preciso do sol para viver, carregar baterias, ter bons pensamentos, ser criativa. Tenho tanto que fazer e não consigo mover-me. A minha velocidade não ultrapassa o devagarinho!! Nem ler me apetece. Estou a meio de um livro chamado "Shantaram", só comprei porque na capa dizia que o Johnny Deep tinha adorado e ia passá-lo a filme. Como eu adoro o J. Deep, nem hesitei na compra, é uma história verídica passada na Índia, mais propriamente em Bombaim. Lê-se, mas não me tem inspirado, é triste e sem sol ... não consigo pegar-lhe hoje. Nem música me apetece ouvir, o som do rádio incomoda-me.
Estes dias angustiam-me, a melancolia instala-se e o choro também. Porque existem dias sem sol? Só penso no que não devia, sinto-me só, a solidão instalou-se em mim, que disparate, era tão mais bonito ter asas e voar. Acho que vou fazer uma sesta, talvez sonhe com algo doce e acorde mais bem disposta!
De qualquer modo, até amanhã!

sábado, 12 de janeiro de 2008

Bom Dia


Hoje é Sábado, acordei mais cedo e resolvi ir ao mercado.
Nunca pensei que pudesse existir uma tão grande amálgama de sons, cheiros e cores.
Fugi da zona do peixe!! Fascinou-me a apresentação das frutas, as elaboradas redes que cobrem o pão e todas as doçarias apregoadas como caseiras.
Mas do que gostei mesmo foi da área das flores. Nunca fui uma apreciadora destes elementos multicores que o universo nos ofereceu. Sobretudo de rosas, onde todos vêm paixão no vermelho de um bouquet, eu vejo cinismo, a facilidade de oferecer algo catalogado como sigificado de paixão.
No entanto, hoje fui contra os meus princípios; não, não comprei rosas vermelhas, mas comprei ROSAS, de múltiplas cores, já meio abertas, uns botões enormes, tão cheirosos!! Não resisti.
Vou colocá-las na minha sala e quando me perguntarem quem as ofereceu, terei o prazer de inventar uma história e dizer que foi um cavalheiro encantado que não resistiu a oferecê-las. Eu gosto tanto de contos de fadas.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Tentativas

Ando a tentar responder de forma positiva ao desafio colocado, mas por enquanto, apenas consigo frases soltas. Não desisti, nem conheço a palavra, tive mesmo que ir ao dicionário verificar como se escrevia. Aqui fica a última conquista terminológica:

O beijo mais gostoso é o que foi trocado mil vezes com os olhos, antes de chegar à boca.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Capa de Livro


Há umas semanas atrás quando cheguei ao meu local de trabalho, tinha sobre a minha secretária um livro! Muito velhinho, um Penguin Classics, de Henry Fielding, "The History of Tom Jones, a Foundling".

Já li, vou devolver hoje. Mas aviso desde já a proprietária que devolvo contrariada! Gostei tanto, não só da história, mas do gesto, não me apetecia mesmo nada devolver. Posso comprar um novo e devolver esse?

É que este, com a capa puídinha mas tão bonita, fica tão bem entre as minhas mãos. Que egoísta sou, não é verdade?

Daqui a pouco lá tomarei coragem e vou ter contigo Daniella. Eu devolvo-o!

Mas antes. Muito obrigado mesmo.

Ana

A Carta que nunca escrevi


Sem confiança a relação não resiste,
O amor não existe
Quando mentiste não fiquei zangada, mas triste...

Não peço nada em troca, apenas quero sinceridade,
Por mais que doa e difícil que seja, venha a verdade,

Prefiro encarar a realidade a viver na fantasia...

Eu não pertenço a alguém, sou do mundo
E gosto de pensar que o mundo é meu também

Acho que nunca soubeste o quanto gostei de ti.....

Esta é a carta que Eu nunca escrevi!!!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Coragem

Existem mil e uma formas de coragem.

Há a coragem do momento e a coragem de uma vida inteira, a coragem de ousar e a coragem de renunciar, a coragem de falar e a de calar e ainda tantas outras. No entanto, parece-me que a coragem é sempre a força de alma que se revela na adversidade.

Deserto com uma Sonata ao Luar


Adoro o deserto, se me perguntarem onde gostaria de estar, não hesitaria em responder: "no deserto", seja ele qual fôr, o típico de profundas areias amarelas ou o que conheci na Jordânia, avermelhado.


E no Deserto, a escutar uma Sonata ao Luar ... esse é o meu conceito de Paraíso na Terra. Quero ir para lá agorinha mesmo.


domingo, 6 de janeiro de 2008

A Primeira Vez






No dia 20 de Novembro de 1970, dia do 1º aniversário.






Na 1ª. viagem ao estrangeiro.

No 1º. emprego "à séria" acabadinha de sair da faculdade.

Adoro esta foto


Sónia,
Muito obrigado pela tua amizade e apoio! Gosto muito de ti com toda a loucura argentina, mesclada de alemã.
E adoro esta foto :)

A Poesia de Florbela Espanca

Sempre disse que não gostava de poesia, aliás, não compreendia que mensagem pretendiam transmitir. Mas a minha opinião tem vindo a mudar.

Primeiro, descobri Cesário Verde, de seguida perdi-me de amores por Florbela Espanca, agora navego pela escrita de O'Neill e até já dediquei algum do meu tempo a Mário de Sá-Carneiro. Mas continuo a ser surpreendida por Florbela, aqui fica algo dela que adoro, num determinado momento da minha vida foi até protagonista de uma cerimónia ... durante semanas, meses, não tive coragem de o reler, mas hoje dei uma espreitadela e o receio passou. Que fantástica manifestação de sentimentos.

A nossa casa

A nossa casa, Amor, a nossa casa!
Onte está ela, Amor, que não a vejo?
Na minha doida fantasia em brasa
Constrói-a, num instante, o meu desejo!
Onde está ela, Amor, a nossa casa,
O bem que neste mundo mais invejo?
O brando ninho aonde o nosso beijo
Será mais puro e doce que uma asa?
Sonho... que eu e tu, dois pobrezinhos,
Andamos de mãos dadas, nos caminhos
Duma terra de rosas, num jadim,
Num país de ilusão que nunca vi...
E que eu moro - tão bom! - dentro de ti
E tu, ó meu Amor, dentro de mim...
Florbela Espanca

"Prolixa"


Alguém me escreveu ontem um email com um desafio.


"Porque não escreves? Sempre achei que o devias fazer, compõe textos para falares ao mundo."

Sempre acreditei que esta mesma pessoa tinha a ideia de que eu escrevia mal, não sabia colocar vírgulas, dava erros ... parece que estava enganada, mais uma vez aliás! Talvez o esteja em relação a mim mesma, mas deixa-me dizer-te, desde já, que não acredito consegui-lo.


Três aspectos me intimidam, o meu raciocínio em turbilhão que não consigo domesticar, o baixo fluxo terminológico e ... a preguiça.


Tão aflita tenho estado desde ontem só por pensar em me sentar em frente ao teclado e começar a digitar. Ou, e mais uma confissão, que preguiça em fazer o cérebro funcionar com coerência! É tão mais engraçado permitir que ele voe sem sentido!


No Verão do ano passado, comprei um caderno para tomar notas, mas a primeira folha continua lá, imaculadamente branca. Cada vez que olho para ele, sinto remorsos, mas é mais fácil ler o que os outros escrevem, tem mais qualidade, são mundos já construídos, onde posso esconder-me.


Não sei, será que ontem me lançaram um desafio que me vai atormentar nos próximos dias, meses ou mesmo anos? Irá o caderninho continuar em branco? Não consigo decidir-me.


Continuo a achar que o melhor adjectivo para me descrever é "prolixa", como me chamou a professora que mais me marcou até hoje, por casualidade da disciplina de Português, e aqui presto a minha homenagem a alguém que me ensinou a respeitar a Língua Portuguesa, a querida professora Lúcia Revez, que tanto amor pela nossa língua tinha.


A ver vamos.

Propriedade

Tudo o que possuo representa para mim, mais do que um bem material, uma vez que se encontra associado a um passado, uma emoção ou uma ideia.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Caminhar de braço dado





AMIZADE antes, durante, depois ... SEMPRE!

Esta mensagem é para ti!

Istambul


Sabem o que costumo dizer? Adoro sonhar!

2008

Voltei com o Ano Novo, a chuva, o frio, mas sempre com um sorriso.
Numa altura em que todos tomam resoluções, prometem a si mesmos e a todos à sua volta que farão isto e mais aquilo, eu não prometo nada!

Mas pretendo algo, continuar a ser quem sou e ser feliz.

BOM ANO